Você vai sobreviver

20/01/2017
Postado por Marina Barbieri

Possuo um caderno velho com uma coletânea de pequenos textos que escrevi em momentos de frustração, descrença, solidão e outros sentimentos do tipo que fazemos de tudo para mantermos afastados mas vez ou outra eles aparecem para nos atormentar.
Eventualmente gosto de abrir esse caderno e reler esses pensamentos. Gosto de relembrar do quanto achei que não aguentaria, de como achei que aquele seria o meu fim, justamente para me lembrar de que estou viva e isso só pode significar uma coisa: eu aguentei. Eu superei. Eu sobrevivi. 

Não existe uma só pessoa nesse mundo que já não tenha sentido que não sobreviveria. Todo mundo em algum momento da vida já duvidou de suas próprias capacidades. Todo mundo já se sentiu um completo fracasso. Todo mundo já pensou em desistir. Todo mundo já se viu tão terrivelmente deprimido que naquele momento parecia que não havia como sair daquele poço de negatividade.
Talvez a frustração seja um dos sentimentos mais comuns e corriqueiros que existem. É normal, é geral, mas dificilmente falamos sobre.
Acreditamos erroneamente que expor nossas vulnerabilidades, expor justamente o que nos faz humanos, seja um sinal de fraqueza, seja algo perigoso e por isso evitamos nos abrir a todo custo.
Não falamos, não ouvimos, e por isso quando passamos por dias difíceis, eles se tornam ainda mais difíceis. Achamos que só a nossa casa é cinzenta, enquanto toda a vizinhança vive na felicidade do calor do verão.

Por mais que os momentos ruins não durem para sempre, é difícil termos essa consciência enquanto estamos atravessando por eles, por isso é tão importante termos a habilidade de recordar do passado, para assim lembrarmos que já passamos por coisas ruins, talvez até piores, e conseguimos sobreviver à elas.

Não importa pelo o quê você esteja passando, você só precisa saber de duas coisas:
Tudo o que você precisa para atravessar esse caminho, está dentro de você. As suas armas são o seu passado, e o seu escudo é a sua perseverança.
E pode não parecer agora, mas isso não vai te matar.

Nunca se esqueça das guerras que você já lutou. Não importa se as ganhou ou as perdeu. O que importa é que você sobreviveu. E saber disso é o necessário para não temer nenhuma outra batalha que possa aparecer pela frente.

As lutas da vida não se tratam de bater mais forte ou de atirar mais vezes, mas sim de se manter em pé apesar de todas as porradas, de todos os tiros, de todas as bombas.

Você já conseguiu sobreviver antes. Você vai conseguir agora também.

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