Sobre o nosso adeus

05/06/2017
Postado por Daniele Denez

Algumas coisas na vida vêm sem motivos e explicações. Elas criam um certo desconforto na nossa mente e até nos fazem perder o sono. Mas de alguma forma nós sabemos que naquele exato momento fizemos o que precisava ser feito. Por um momento na vida seguimos a razão e não o coração.

Eu sabia que ao encerrar a nossa canção estaria deixando para trás seus feitos e os teus efeitos. Mas não foi só isso que eu deixei pra trás… Deixei no passado o conforto de ter alguém que me amasse veemente, da tranquilidade em não precisar arrumar algum rolê nos finais de semana, pois eu sempre tinha destino garantido – sua casa.

E não para por aí, quem dera se parasse. Eu abri mão do sorriso que contagiava meu riso, da voz sussurrada nos meus ouvidos que me fazia delirar, do cheiro suave que enchia minha mente de recordações, do amor que se concretizou dentro de mim e fez com que eu realizasse meus desejos amorosos e fervorosos.

Eu desisti da tua forma egoísta de realizar sempre as tuas vontades sem se importar se os outros ao teu redor estavam satisfeitos com elas. Eu desisti do teu vitimismo em sempre dizer que a errada no relacionamento era eu e nunca você, da tua forma em ter prazer que terceiros soubessem cada passo em falso nosso.

Eu optei por ir embora do teu ego e da tua falta de persistência em deixar as coisas melhores. Optei por deixar pra trás o teu mau humor quanto teu time perdesse, da tua falta de interesse em viajar o mundo inteiro ao meu lado, da tua exaltação ao que os teus amigos falassem. Eu priorizei o meu bem estar.

Deixei de ver só o cara que me ensinou a amar o oposto do que eu sempre idealizei, o cara que me encheu de mimos e atenção quando ninguém lembrou que eu existia, o cara que me deu os conselhos mais certeiros quando eu estava caminhando em direção a um beco sem saída.

O cara que me abraçou e fez com que o mundo parasse, o cara que transformou a batida do seu coração em melodia para o meu coração. O cara que fez dos nossos beijos uma fuga para um mundo onde a regra para se manter vivo fosse amar alguém acima de qualquer outra coisa.

E sim, foi difícil. Foi doloroso saber que minha calcinha não estaria entrelaçada com a tua cueca no chão do teu quarto enquanto celebrávamos da forma mais pura a nossa afeição. Só de imaginar que não poderia mais falar sobre os nossos segredos mais íntimos já sentia uma pontada no coração.

Eu te disse ‘adeus’, mas você não leu as entrelinhas. Adeus. A-Deus. Eu te entreguei nas mãos de Deus e fiz isso por ter certeza que sendo assim você estaria melhor que ao meu lado; crescendo, evoluindo e sendo feliz. Eu te dei adeus por não conseguir ter mágoa de ti, por só conseguir te querer bem e eu sei que um dia você vai entender que esse adeus não quis dizer ‘até nunca’, mas sim um ‘até logo’.

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