O que aprendi com os gatos

18/08/2016
Postado por Marina Barbieri

catz

Uma das decisões mais acertadas da minha vida foi ser dona de um gato. E depois de outro. E espero que não demore muito para mais outro.
Na verdade acho que não sou dona é de coisa nenhuma. Eles é que são donos de mim. De todo o meu amor, minha dedicação e meus dias.

E sabe, gatos são assim. Você convive com um e não vê a hora de mais 500.
Quando você acha que não consegue amar outra criatura naquela intensidade, outro peludinho aparece e te ensina que amor pode ser multiplicado.

Gatos não precisam de muito. Gatos não precisam nem de você.
E existe maior prova de amor do que amar não por necessidade mas sim por vontade?
Eles amam sem precisar. Eles amam sem demonstrações efusivas de afeto. Eles amam do jeito deles, no tempo deles, na calma deles.
Eles poderiam viver sem você. Eles apenas preferem viver com você.
E isso, meus caros, é amor na sua forma mais simples e verdadeira.

Gatos sabem aproveitar o melhor da vida e não se contentam com qualquer coisa. Eles só comem o que realmente agrada o paladar. Vasculham o ambiente inteiro para escolher o melhor canto para dormir. Escolhem a melhor pessoa da casa para se aconchegar ao lado.
Se um gato te escolheu, sorria. Eles não escolhem qualquer um.
Você ganhou não por ser a única opção, mas por ser a melhor.

Nada prepara mais um ser humano para a convivência social do que um gato.
Respeite o espaço dele, que ele respeitará o seu.
Você recebe em dobro tudo aquilo que transmite. Você aprende a valorizar pequenas coisas como uma gracinha, um carinho, um ronron. Você aprende a dividir o travesseiro todas as noites e acorda feliz com uma bundinha peluda dormindo na sua cabeça. Você compra um brinquedo caro, mas ele gosta mesmo é da simplicidade de um papel amassado esquecido no chão.
Gatos são professores da vida. São o pontinho colorido em dias preto e branco. São o conjunto perfeito entre beleza, classe, inteligência e afeto.

Gatos não se rebaixam. Não se humilham. Você briga com um gato e ele dá as costas pra você.
Gatos não estão nem aí para as suas frescuras. E então você se dá conta de que brigar por um celular mordido ou um copo derramado é pura mesquinharia.
Gatos não são mesquinhos. Gatos não guardam rancor. Você briga com o dedo apontado e ele lambe o seu dedo.
Gatos te amam em qualquer lugar, em qualquer situação. Você acorda de manhã com bafo matinal e ele só quer se esfregar no seu rosto inteirinho pra te dar bom dia. Você se levanta e vai ao banheiro fazer cocô, e ele te segue para se esfregar na sua perna para que você saiba que você é o ser mais incrível do planeta inteirinho até quando está na privada.
Ele te ama.
Pode apostar que ama.

Gatos sabem se entregar. Você faz um carinho e ele se desmancha pra você. Chega a fechar os olhinhos de prazer.
Naquele momento nada mais importa.
Ele está no momento mais glorioso de sua vida a cada carinho seu.

E por falar em vida, gatos tem vida curta.
Todas as sete.
Eles não precisam de muitos anos. Nós é que precisamos.
Gatos conseguem cumprir com perfeição suas missões em pouco tempo porque já nascem completos. Até fazer seus cocozinhos no lugar certo já vem de fábrica. Não se ensina nada a um gato porque eles já sabem de tudo o que precisa ser sabido.
E nós, seres tão imperfeito, quantos anos demoramos para aprender coisas tão banais sobre nós, sobre a vida, sobre os outros?
Com gatos, todos.
Sem gatos, incontáveis.

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