Muito mais que o amor

06/06/2017
Postado por Denis Araujo

Muito mais que o amor é você. Somos nós. É esse nó de nós, emaranhado entre o tempo e espaço de te arrancar de si mesma e eu nesse mar que resolvemos navegar. Muito mais que o amor é essa vontade que se mistura com o ar a nossa volta, nesse mergulho entre as nuvens, entre a poeira dos teus sapatos e o gosto do teu beijo. E eu gosto assim do teu gosto, do teu mar, do teu calor e do teu amar.

Porque é feito de um mar que quero mergulhar. Muito mais que o amor é a vontade de te sentir. É te sentir em mim mesmo quando não está por aqui. É respirar fundo, olhar nos teus olhos e renascer outra vez. É querer escrever um poema na tua pele, é querer marcar de tinta tua coxa, teu quadril e teu ser. É querer abraçar tua simplicidade, rir no teu sorriso, morder a ponta da sua orelha e ser feliz. Ainda que seja só um rascunho do teu peito no meu, quero que saiba que aqui eu faria morada.

Ficaria aqui, na porta do teu coração. Me encaixaria bem aqui, pra entrar se você quiser. Poderia morrer mil vezes na sua pele porque aqui sim eu vivi. E se perco o ar, é de vida. E se me sufoco, é de vontade. Fecho os olhos, uma ou duas vezes. E repetiria uma, duas, três com você. Se descanso é porque quero uma vez mais. Não me canso de ti. Não hoje. Não ainda. Enquanto somos, quero ser. Enquanto temos, quero ter. E se aqui vivemos, quero viver. Não quero me arrepender, não quero dizer que não tentei. Não quero pensar no que poderia ter sido. Eu quero ser.

E aqui eu quero sim. Quem somos nós para negar? Quero que meu coração exploda em mil pedaços no dia em que eu não puder mais me apaixonar. Porque eu não quero mais viver uma vida sem amor, eu não quero mais viver uma vida sem amar. Eu quero é matar minha sede, porque não quero copo meio vazio. Da vida, quero que ele transborde até a boca, a minha na sua e onde mais você quiser que eu a coloque. Porque é de transbordar que estou falando, de encher o aquário até a tampa, de morrer picado por escorpião, de tomar flechada de sagitário ou de levar mordida de leão. E que morda, e que goze, e que sinta, repita, e que saiba que aqui tem um peito que bate. E bate forte.

Eu quero é muito mais que o amor. E muito mais que o amor, em si, é a vontade e a coragem que a gente tem de vivê-lo. E se eu quiser me jogar de cabeça nesse sentimento sem razão, certamente o farei. O amor, esse louco, não é lógico. E eu não sou exato.

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