Apenas mais um sobre nós

30/08/2017
Postado por Diego Brambilla

Naquele dia em que eu te encontrei, eu andava pra qualquer lugar. A cabeça estava longe, pensando em um milhão de coisas ao mesmo tempo e, sem querer, esbarrei em você ao virar a esquina. Logo de cara, fitei seus olhos cor de mel, que não me saíram mais da cabeça desde então. Você foi doce, educado, me pediu um milhão de desculpas de vários jeitos diferentes, e depois disso, cada um seguiu seu caminho.

Tudo isso até a gente se encontrar de novo. Primeiro, num app de relacionamento que nem me lembro mais qual era. Depois, estendemos a conversa até nossas redes sociais e, logo, as conversas passaram a ser por celular, mesmo nós dois detestando falar ao telefone.

Não importava o assunto, a gente não tava nem aí de ficar horas e horas falando e falando e discursando sobre a vida. Você falava dos seus gostos musicais, contava do livro que estava lendo, falava da tal série que você estava esperando começar e eu ouvia tudo isso abraçado com minha cachorra e enrolado nas minhas cobertas. Era inverno, mas mesmo de longe, a sua voz já conseguia me esquentar.

Fomos indo ,e mesmo estando em vibes completamente diferentes, as coisas fluíram maravilhosamente bem. E nesse desenrolar de palavras, finalmente fomos capazes de marcar nosso primeiro encontro de verdade. Rimos do dia em que nos esbarramos e foi naquele restaurante bonito, naquela mesinha de canto ao som de jazz, que rolou nosso primeiro beijo.

Viu só como eu estava certo em dizer que a vida adora pregar peças na gente? Pareceu história de livro ou de filme romântico, desses que a gente vê o casal perfeito, que se encontra e é feliz para sempre. Nós sabemos que não somos perfeitos e a gente adora brincar com isso.

Podemos não ser peças de um tabuleiro perfeitamente desenhado, ou versos de uma canção de amor, mas, como você mesmo diz, quem foi que disse que a gente precisa ser alguma coisa? Não importa rótulos, só o que importa agora é que a gente sabe que, mesmo depois daquele dia cansativo e cheio de problemas, a gente sempre tem, no final da noite, um abraço apertado e um sentimento para nos aquecer, mesmo nos mais frios invernos.

Pode ser que nem dure pra sempre. Pode ser que a gente se esbarre em outras pessoas, e acabe seguindo outros rumos. A gente só quer seguir a nossa filosofia própria, fazer as coisas do nosso jeitinho, decorar nossas manias, e soltar nossas falas sem seguir roteiros. Não importa o futuro, porque afinal de contas, pode ser que ele nunca chegue. Nós só queremos espontaneidade. Só queremos um pouco de felicidade.

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