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Por Hudson Baroni
26 mar 2015
Hudson

Amor impossível

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De alguma forma eu sei que a gente vai ficar junto.

Eu sinto isso. Não me pede pra te explicar como ou porquê. Eu sinto isso e pronto.
E você sabe que sentimento não tem explicação, só sentido.

Estou tentando ser compreensível pra entender melhor o que acontece entre a gente.
Por que a gente não está junto agora? Por que estamos distantes?
Por que nos tratamos como estranhos? Por que não deu certo?
Por que?

Eu me refaço todas essas perguntas, todas as noites.
E tudo que tenho de volta são mais perguntas.
Mais torturas.

Por que não é você que eu chamo de ‘amor’?
Por que você não está aqui do meu lado na cama?
Por que não sinto mais o seu cheiro? Por que não tenho mais a sua boca?
Por que você teve que ir? Por que eu tive que ir?
Por que eu não sou quem você chama de ‘amor’?
Por que?

A gente dá muito certo juntos. A química é grande.
Não precisou de muito tempo pra sentir como se já te conhecesse há tempos.
Lembra quando a gente ficava conversando até tarde sobre coisa nenhuma?
Lembra quando deitar na cama abraçados era a coisa mais legal do mundo?
Lembra quando você foi a primeira pessoa que eu procurava quando precisava desabafar ou chorar?
Eu lembro do quanto seu abraço me fazia bem.
E lembro do quanto ele faz falta.

Talvez a gente se conheça de vidas passadas. Você sempre acreditou nessas coisas.
Que a gente tenha vindo pra um entrar na vida do outro, de novo.
E que talvez a gente tenha sido feito pra se completar. Feitos um pro outro.

Então talvez a gente se encontre na próxima vida quando formos gatos.
E mesmo que eu venha como um cachorro e você como um gato, a gente dá um jeito.
Mas saiba, esperar outra vida pra ter você de novo vai ser a maior tortura que já existiu no mundo.

Eu tentei. Você tentou.
Você tem seus poréns, eu tenho os meus.
Acabamos chegando ao mesmo fim. Parece um amor impossível.
Mas somos tão intensos que não acredito que nossa história seja uma coisa qualquer.
Não é certo.

Lembra quando o Wall-E apresentou um mundo novo pra EVE? Lembra de como eram bons juntos?
E quando ela precisou ir, ele fez de tudo pra ficar com ela porque acreditava naquilo?
Eu sou o Wall-E. E você pode contar comigo pra fazer as coisas darem certo.
É uma péssima referência, eu sei. E você sempre achou graça do meu gosto por animações.

Você não está aqui hoje mas a gente vai se reencontrar.
Talvez apenas não seja o momento certo pra gente ficar junto. Quem sabe lá na frente?
Quem sabe a gente só precise ficar pronto um pro outro. Viver outras coisas.
Quem sabe nosso amor fique dormindo um tempo pra reascender no futuro.

Quem sabe a gente não se esbarre numa rua qualquer num dia bonito.
E se olhe e perceba o que um significa pro outro.
E a gente não precise dizer nada.
Estaremos completos.

Nosso amor impossível será feliz.

O tema desse texto foi pedido de uma leitora através do nosso e-mail.
Tem algum tema que quer ler aqui? Escreve pra gente no [email protected]!

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Por Marina Barbieri
22 mar 2015
Marina

Cagando no motel

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Era uma noite de quinta, daquelas que a gente não espera nada, quando o boy me ligou.

– Vamos dar uma saidinha?

Eu sabia muito bem o que ele queria dizer com isso. E sabia muito bem o que ele queria com isso também.

Bem, não estava fazendo nada. Então… Porque não?
Aceitei, e às 8 em ponto o carro do boy já estava na frente da minha garagem. Óbvio que eu ainda estava de toalha na cabeça e creme na cara. Mas como minha mãe sempre diz: Quando o cara quer comer, e sabe que vai comer, nada o aborrece. (Minha mãe realmente diz isso!)

Sem pressa, terminei de me arrumar e finalmente saímos. Fomos primeiro num restaurante que já era velho conhecido meu. Jantar agradável, com a companhia perfeita. Sabe, ele era um cara que eu estava realmente interessada, diga-se de passagem, isso é difícil. Sempre acho as pessoas um tanto quanto “mais-ou-menos”, mas ele não. Ele era mais!

Era como se o carro estivesse no piloto automático, depois que o jantar acabou, ninguém precisou falar nada, quando vimos, o carro já estava entrando no Motel.
Ele escolheu um quarto com vaga privativa. Prefiro, evita o momento de olhar para a recepcionista, que você sabe que interiormente te olha e diz: “Háá, alguém vai se dar bem!”

Enquanto subíamos as escadinhas, sentia que a noite ia ser boa. Mas além disso, também sentia outra coisa. E essa coisa era uma enorme e imensa vontade de cagar.

Inferno! Tinha que ser ali? Naquela hora? Naquele momento? Com aquele cara?

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Por Alyryo Freire
19 mar 2015
Colaboradores

A oração do nosso amor

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Que eu descubra em você o que a vida tem de melhor, que seu sorriso seja nosso e nossa vida sempre feliz. Que nossos dias sejam doces e mesmo quando não forem, que o açúcar nos lábios não nos falte. Que no teu abraço eu encontre sossego e no meu ombro você encontre o amparo, a morte para suas dores. Que nossas mãos se entrelacem, nossos olhares se cruzem, nossos peitos se encontrem e nossas bocas pronunciem palavras com o peso da verdade. Que eu trabalhe e você também, que a gente acorde cedo e durma tarde, ou durma tarde e acorde cedo, mas que possamos dormir e acordar juntos, porque deitar ao seu lado é encontrar a paz que preciso para enfrentar a vida – nem sempre fácil. Que eu erre tentando acertar e você compreenda que fiz o meu melhor, que você acerte tentando me livrar dos erros e as falhas nos ensinem.

Que eu compre a coca cola e você a pipoca, que o descanso da poltrona do cinema levante e você incline seu corpo sobre o meu, ou eu sobre o seu, mas que a gente se incline e se mova com os olhos vidrados à diante, na tela ou na vida. Que eu fique acordado e você durma, ou você durma e eu permaneça acordado, ou que você acorde sempre antes, para que seu sorriso me saúde ao despertar em mais um dia. Que você corra e brigue para nos oferecer o melhor e que eu reconheça isso como uma oração ao nosso amor. Que você peça o vinho e eu a água, e a gente brinde, renove os votos, acredite. Que eu te abrace todos os dias e esse abraço dure o tempo necessário para que possamos nos sentir fortes. Que a gente ande juntos, a pé, no carro, de avião ou trem, lado a lado, ombro com ombro e quando isso não ocorra, que possamos carregar um ao outro no peito.

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Por Marina Barbieri
17 mar 2015
Marina

Todo mundo carrega bagagens

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Seria ótimo se conseguíssemos apagar o passado das pessoas com quem nos relacionamos. Seria ótimo se no momento em que decretado o fim, a terra se abrisse e sugasse para dentro, sem possibilidade de retorno, o ex conjugue da outra pessoa. Seria ótimo se existisse um aparelho de apagar memórias, igualzinho o que Will Smith usa em M.I.B, e a outra pessoa nunca mais lembrasse de ninguém antes de nós, não é? Imagina só se pudéssemos num passe de mágica, ser sempre os primeiros a chegar naquela vida, a mexer naquele coração, a dar voltas naquela cabeça.

Seria ótimo! Seria? Será que nosso ciúme bobo e incabível do passado é tão incontrolável assim que preferiríamos apagar um passado que como a própria palavra diz, já passou, do que aprender a lidar com ele? Porque nos incomodamos tanto com as bagagens que o outro carrega, se também carregamos as nossas?

Infelizmente, ou felizmente, o passado não se apaga. Ele acontece para todos, e não há nada que ninguém possa fazer para mudar o que já passou. O passado pode ter sido lindo, pode ter sido terrível, pode ter sido intenso, pode ter sido frio como uma geladeira, não importa, o passado é a página virada, a esquina que ficou pra trás, o assunto que nunca mais voltará a mesa. Acabou. Fim. C’est fini. E ele não representa perigo nenhum.

É difícil imaginar o coração que hoje te ama, amando outras pessoas. A boca que hoje te beija, passeando por outros corpos. As juras feitas para você, sendo destinadas a outras pessoas. É difícil, eu sei, mas a boa notícia é que você não precisa imaginar nada disso. Você não precisa ocupar nenhum espaço da sua mente com o que ficou pra trás na vida do outro. Pra quê tanto masoquismo desnecessário? O tempo que você perde odiando o que ficou pra trás, poderia estar amando o que está bem na sua frente.

Somos hoje, fruto do que o passado fez de nós. Não existe melhor professor do que as experiências adquiridas com os erros e os acertos de ontem. Seja grato pelo seu passado. Seja grato pelo passado das pessoas que você ama. Sem ele, elas não seriam quem são.

Tudo acontece no momento em que tem que acontecer. Às vezes somos apenas passagens nas vidas alheias. Às vezes somos nós os ensinamentos. E quando é assim, umas hora elas vão embora. Elas seguem seus rumos, e a gente segue o nosso. Mas outras vezes, nós somos a reta final. Nós somos o porto definitivo daquela vida e ela a nossa. E é de uma injustiça tamanha amaldiçoarmos as águas pelas quais aquela pessoa teve que navegar até vir de encontro à nossa. Ela precisou percorrer aquele caminho. E sem ele, ela não estaria onde está hoje.

Então seja grato pelas bagagens que o outro carrega. Todas serviram de ponte até você. E  quando o presente é lindo – quando temos realmente vontade de fazê-lo lindo – ele é tudo o que importa.

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Por Divã DR
16 mar 2015
Divã DR, Marina

[Divã DR] Vale a pena perdoar uma traição?

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Da caixa de e-mail do Deu Ruim:

“Completei 4 meses que conheci um rapaz exatamente neste domingo passado dia 08/03. Nos conhecemos de uma forma bem interessante mas não gostaria de entrar em detalhes(risos). Sabe quando você começa a cair, sua vida fica sem cor, sem sal, sem energia e começa a ser conduzida, empurrada como diria minha avó: “Vamos empurrando com a barriga!”. É exatamente isto que estava acontecendo. Estava abandonando a minha faculdade, abandonando os meus “amigos”, abandonando a minha família, desatento no trabalho e definhando, esquecendo-me. Foi onde apareceu esta pessoa em minha vida. Justamente no dia do meu aniversário, que por sinal foi uma grande decepção. Meus pais combinaram uma festinha surpresa e só um amigo apareceu. Nem alguns integrantes da minha família apareceram e justamente ele apareceu, considero como um presente de Deus na minha vida. Afinal de contas encontrar uma pessoa que te faz mudar da água para o vinho é extremamente acolhedor. Com o passar dos dias fomos conhecendo, entendendo e aceitando nossas condições, a distancia, nossas limitações financeiras, projetos já em andamento e enfim, começamos a conduzir um relacionamento aparentemente maduro! Conhecemos nossos familiares, pedido de namoro e tudo correndo da melhor forma possível. Mas na semana que antecedeu o carnaval eu descobri a traição e com ela o sentimento da tristeza, dor, magoa, raiva, ódio e arrependimento. Uma das coisas que mais fazíamos era conversar abertamente sobre o que sentíamos, sobre o que buscávamos, sobre as nossas escolhas, conquistas e era tudo tão forte, tão intenso, gostoso e ate hoje eu não entendo o porque. Esta dor ainda carrego, ainda me suga, tenho pesadelos, medos, fico inquieto. Não consigo mais acreditar que exista amor como existia antes desta traição. Mas ainda que surpreso e rancoroso eu consegui passar por cima desta traição, conversar, procurar entender, e acima de tudo seguir em frente. Mas é exatamente neste ponto, neste momento em que me pergunto: Sera que vou conseguir superar esta traição? Será que existe perdão? Será fácil encarar esta caminhada ao lado dele sabendo que existiu outro e principalmente pela forma que aconteceu, como aconteceu e o que esta la descrito? Eu posso afirmar que não esta sendo nada fácil, nada agradável passar os dias desconfiando das atitudes dele, sustentando-me nas hipóteses, nas questões, nos serás… Porque não falar a verdade já que ela doí menos? Pelo menos escutar da boca das pessoas que eu amo é mais fácil de se digerir. Porque não ser verdadeiro já que conversávamos tanto? Ando com esta sombra, este fantasma que me assombra, que me faz perder o chão, que me traz a tristeza para dentro do coração. Ando me perguntando se vou aguentar carregar esta traição e as duvidas que juntas estão.”


 Marina responde:

Ser traído por quem se ama chega a causar uma dor física. Dói o corpo todo. O coração, a cabeça, o estômago, tudo. Dói forte, e parece que nunca vai cessar. Você se pergunta o que mais era mentira, onde mais a pessoa te traiu e te enganou, o que mais ela dizia ser verdade quando era mentira. As juras de amor também eram mentira? E os planos? As risadas? Não existe maior inferno do que descobrir que se dormia ao lado do Judas.

Mas o lado bom de uma traição é o conhecimento que se ganha sobre si. Você descobre, sentindo na pele, o que você tolera e o que não tolera. É uma valiosa lição que você levará para o resto da vida e te ajudará para sempre em tomar decisões futuras no âmbito sentimental.

Só quem pode saber o que, para você, é passivo de perdão ou não, é você mesmo. Não é sua família, seus amigos, sua igreja, seus livros de auto ajuda, e nem mesmo esse blog. Você terá que descobrir sozinho se consegue verdadeiramente perdoar uma traição ou não. Digo verdadeiramente pois de nada adianta dizer que perdoou, se jogar na cara na primeira oportunidade. Ou viver paranoico achando que o outro a cada segundo o trai. Isso não é perdão. Não ache que continuar com ele é o seu perdão. Se você pensar assim, estará sendo traído de novo. Dessa vez por você mesmo.

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