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Por Marina Barbieri
22 mai 2015
Marina

7 lições que o pé na bunda ensina

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Se existe algo que todos nós temos em comum é o pé na bunda. Todos nós, sem exceção, levaremos e daremos milhares de pés na bunda ao longo da vida. A pessoa mais bonita que você conhece já levou um pé na bunda. A pessoa mais inteligente também. E digo o mesmo da pessoa mais interessante. Então não se sinta só no seu pé na bunda e aprenda com ele. Podemos tirar algo bom até das piores situações. 

1- O pé na bunda não torna você menos interessante


É difícil manter a auto estima depois de um fora. Você se pergunta incessantemente o porquê daquela pessoa não te querer mais. Encontrou alguém melhor? O que ela tem que eu não tenho? O que ofereceram que eu não pude oferecer? Porque não eu?  Qual é o meu problema?
A verdade é que você nunca encontrará respostas para essas perguntas simplesmente porque o ser humano não é racional em se tratando dos seus sentimentos. Somos movidos por forças que não conseguimos explicar de forma lógica.
Ser especial é apenas uma questão de ponto de vista. Hoje você é trocada como um absorvente usado por uma pessoa para amanhã ser o mundo de outra. Não existe a pessoa universalmente perfeita. Cada um tem o seu ideal e estamos sempre em busca dele.
Tomar um fora não te torna menos interessante. Você apenas não era ou deixou de ser interessante o suficiente para aquela pessoa. Tudo bem. Acontece. O mar ainda está cheio de peixes. Prepare-se para a temporada de pesca. Você verá o quão interessante você é para outras pessoas.

2- Não precisa ser infinito para ser verdadeiro

Quem disse que amor só é verdadeiro quando dura para sempre não entendia nada de amor. A vida não é um filme de Hollywood. As pessoas não são perfeitas e lineares. Assim como suas ações e sentimentos também não. O que não os desqualifica em nada.
O amor não é um recurso finito. Ele é renovável. Ele é reciclável. Ele não acaba quando usado. Na verdade, o amor é como um buraco cavado na terra: quanto mais você cava, maior ele fica.
Então se o relacionamento chegou ao fim, sinta-se feliz por ter existido. Você viveu um amor verdadeiro, bonito e que deu memórias que ficarão para sempre na sua história. Assim como você contribuiu para a história de outra pessoa. Se chegou ao fim não era por falta de amor, mas por outros motivos que azedaram irremediavelmente a relação. Mas foi sincero e real o tempo que tinha que durar. E não existe maior felicidade no mundo do que a certeza de amar e ser amado. E se não é mais, tudo bem. Quer dizer que você ganhou outra oportunidade de amar e ser amado novamente por outra pessoa. Vá atrás dela.

3- Amor não é tudo

Os filmes, os livros e as músicas românticas falam muito de amor mas quase nada de relacionamento. Amor sozinho não mantém relacionamento. Ele é importante, ele é essencial, mas ele não é tudo. É preciso cultivar muito mais do que amor para se manter um relacionamento.
Não há namoro, noivado ou casamento que se mantenha se não houver também respeito, amizade, lealdade, força de vontade, bondade, admiração, dedicação, companheirismo, diálogo, etc. O amor é apenas uma das partes de um todo.
Um relacionamento é como a construção de uma casa. Cada tijolo é tão importante quanto cada saco de cimento. Tire apenas um pequeno tijolo ou um pouco do cimento e você verá uma casa inteira desabando aos seus pés. Não ignore os detalhes. Eles são importantes.

4- Respeite a sua forma de luto

Não há nada de errado em querer passar uma semana inteira no quarto chorando pelo amor que foi embora.  E nem em ir pro carnaval da Bahia no dia seguinte ao término. Não existe remédio ou fórmula ideal para superar um fim doloroso. As pessoas se recompõem de formas e em tempos diferentes. 
O que você precisa para se recuperar? Chorar? Então chore. Sofrer? Então sofra. Fumar? Então fume. Trabalhar? Então trabalhe. Beber? Então beba. Transar? Então transe. Expor? Então exponha. Guardar? Então guarde.
Faça o que precisa ser feito e durante o tempo que precisar. Ninguém cuidará da sua dor por você. Então você não deve explicações do seu luto para ninguém. Muito menos para a pessoa que o desencadeou.
Você pode se perder, você pode se destruir, se isso for o necessário para que você se reconstrua numa versão ainda melhor, ainda mais forte, ainda mais sábia, ainda mais evoluída. É preciso chegar ao fundo do poço, pois só assim é possível pegar impulso para sair dele.

5- Tudo passa

Sabe essa dor que você está sentindo agora e que parece tão grande, tão forte e tão profunda que você não imagina como um dia ela poderá ir embora? Pois bem, acredite: ela vai passar.
Não existe dor suficientemente grande para que destrua um futuro inteiro de possibilidades. O ser humano é uma máquina incrível com o poder da continuação. Ele sofre, ele trava, ele dá pane, ele quase para, mas ele segue em frente. Enquanto houver um coração batendo, ele insistirá na busca que impulsiona nossas vidas: ser feliz.
Você é a única pessoa responsável pela sua vida e tudo o que acontecer nela será culpa sua e de mais ninguém. Por tanto, mesmo que a dor não nos seja uma escolha, sofrer é. Não prolongue o luto. Ele tem que ter um fim. E você tem que ter um recomeço.

6- Perdoe

Você errou. Erraram com você. Às vezes machucamos e somos machucados justamente por quem mais amamos. Aprenda a se perdoar e a perdoar o outro. Você só conseguirá seguir em frente quando resolver internamente qualquer possível pendencia que o pé na bunda tenha deixado. Para iniciar um novo ciclo você precisa fechar o anterior. E é impossível concluir um clico se você mantem rancores vivos. Eles não importam mais. Eles não trarão nada de bom para a sua vida. Livre-se imediatamente deles.

7- Você não vai se curar machucando terceiros

Você se machucou, ok, sabemos disso. Deve ter sido difícil pra você, sabemos disso também. Mas nada disso é desculpa para ser leviano com os sentimentos de outra pessoa que nada tem a ver com o seu coração partido. Os seus sentimentos não são mais importantes que os sentimentos dos outros. Respeite as próximas pessoas que aparecerão na sua vida. Trate-as como você gostaria de ter sido tratado no passado e infelizmente não foi. Mas se não foi, a culpa não é de quem acabou de chegar na sua vida. Você não vai se curar pisando em alguém só porque pisaram em você. Na verdade isso só te tornará ainda mais triste, solitário e amargo.
Uma dor do passado não pode ser desculpa para você ser um bosta no presente.

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Por Hudson Baroni
20 mai 2015
Hudson

Regras não escritas dos relacionamentos

 

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Se você já foi vidraça, não seja pedra

Essa vale pra vida.

Se furaram contigo, não fure com alguém.
Se foram possessivos com você, não seja com o outro.
Se não cuidaram bem de você, cuide muito bem de quem vem à seguir.
Se te magoaram, faça outro feliz.

Se fizeram qualquer coisa de mal pra você, não faça de volta à quem está contigo.
Do contrário, seja a melhor pessoa possível em troca.
O errado se combate fazendo o certo, e não devolvendo o errado.

 

Ter razão ou ser feliz?

Algumas pessoas veem a relação como se fosse uma constante luta de poder.
Como se fosse uma disputa, onde no final quem tem razão é o vencedor.

Numa discussão nunca há vencedores. Nunca!
Danem-se todos os seus argumentos infalíveis e toda sua capacidade de síntese, eloquência e entonação, no final alguém sempre vai acabar triste.
E esse alguém pode ser até mesmo você, que “venceu” a discussão.
Olha o clima de merda que ficou entre vocês agora…

Mais vale ter uma relação onde vocês conseguem conversar os problemas de maneira aberta e compreensível, e não uma relação onde a tensão é tão grande que você precisa ficar pisando em ovos e medindo cada coisa que vai falar/fazer, por medo de tudo explodir e gerar discussões.

 

Alguém tem que ceder

Eu não tenho o menor interesse em 50 Tons de Cinza ou Caminhos da Floresta (Into the Woods), mas quando precisou eu acompanhei e fui lá assistir.
Assim como já fiz ouvirem aquele instrumental underground de rap baseado em jazz produzido por um cara japonês.

Relacionamento é saber ceder constantemente.

O filme escolhido.
O restaurante. O lado da cama.
O programa de domingo. A música no carro.
Seu tempo. Seu hobby.
A discussão. Estar certo. Ter razão.

E tem que ter um equilíbrio aí.
Um não pode ceder mais que o outro.

Mas não é pra ser um martírio. Nem de longe isso deveria ser um sacrifício.
Se ceder e tiver que fazer algo que foge do seu gosto ou da sua “zona de conforto” é uma tortura, você tem que rever algumas coisas.
Porque se for pra ceder, que seja pra ser feito sem cara amarrada depois.
Quando você tem que ceder e até gosta porque sabe que o outro ficará feliz com isso, tudo vale a pena.

 

“Tudo bem, faz o que você quiser…”

Mentira! Não está “tudo bem”!
Nunca está tudo bem quando isso é dito.
Aborte qualquer ação que seria tomada.
De preferência, já pede desculpas por antecipação.
Você certamente fez cagada.

Essa não é uma frase que é solta por acaso.
Ela nunca é usada no começo, é sempre no final, pra fechar (ameaçar).
Percebeu que a pessoa sempre respira fundo, com os olhos fechados, antes de falar essa frase?
Ela é sempre invocada, quase como uma maldição sendo jogada.

Me faltam palavras pra descrever o quanto essa é uma situação ruim.
Apenas… evite!

 

Regra de 3: 3 dias, 3 meses, 3 anos

Essa é uma teoria completamente infundada, assim como tudo que escrevo.
E óbvio que há exceções. Essa é uma regra inventada, afinal.
E nela está escrito que:
Em 3 dias você sabe se alguém está afim.
Em 3 meses se aquilo vai vingar.
Em 3 anos se aquilo vai durar.

No momento que se conhece (e se interessa) por alguém, os primeiros 3 dias definem se ali dá pra rolar alguma coisa ou não.
Se por algum motivo vocês não puderam ter contato nesses 3 dias, desconsidere a regra.
Mas se o contato era possível e ele não aconteceu (por falta de vontade de alguma das partes), desconsidere rolar algo. Pelo menos não por agora.

3 meses ficando com alguém é tempo mais que suficiente pra saber se você quer ou não assumir um relacionamento sério com aquela pessoa.
Dá tempo suficiente pra conhecer alguém. Qualidades, defeitos, amizades, manias e, de repente, família. Então não tem desculpa.
Qualquer coisa além disso é porque alguém aí está sendo enrolado, admitindo ou não.

Eu preciso mesmo explicar a última parte da regra de 3?
Se em 3 anos de relacionamento você ainda tem dúvida se quer ou não estar com aquela pessoa… péssima notícia.
Spoiler alert: você não está bem na relação.

 

A mulher sempre tem a palavra final

Isso soa sexista, e é.
Vivemos numa sociedade bastante machista, infelizmente, mas temos que admitir que, felizmente, a mulher é quem dá a palavra final, em tudo.
Sim. Em tudo.

É ela quem aprova você ir jogar futebol com os amigos.
É quem censura aquela bermuda que você já usou 200x com ela.
É quem permitiu você se aproximar.
É quem aceitou sair contigo.
É quem aceitou sua proposta de namoro.

Mudando um pouco o parâmetro, pode ter certeza que quem dá a palavra final na sua casa é a sua mãe.
Ela que coloca a família no eixo e que sustenta toda a carga emocional ali.
A matriarca da família é sempre uma figura venerada.

Se até o rei Leônidas pedia permissão pra rainha, quem é você pra dizer que elas não têm a palavra final?

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Esse texto foi feito baseado no meu ponto de vista superficial sobre o tema.
Dava até pra cada tópico ter seu próprio texto.

E você, qual outra regra adicionaria?

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Por Marina Barbieri
18 mai 2015
Marina

Relacionamentos por livre e espontânea pressão

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Duas pessoas se conhecem, há interesse mútuo, a vontade de estarem um ao lado do outro vai crescendo cada vez mais, e quando se dão conta já estão transbordando de amor.
Sempre imaginei que relacionamentos começassem assim, que essa era a única maneira de ter alguém ao lado e que só assim se construía amor, companheirismo e obviamente felicidade, mas recentemente me deparei com um outro tipo de relacionamento: os que só acontecem depois de muita pressão.

Tenho um amigo que só foi assumir um relacionamento depois de 9 meses saindo com a menina.
Uma amiga que precisou insistir no mesmo cara por 2 anos, para finalmente ser elevada à categoria de namorada. Categoria essa que só durou 6 meses.
Conheci também um casal que não andavam de mãos dadas na rua, não se apresentavam como namorados, não trocavam carinhos em público, mas dormiam todas as noites juntos e se comportavam como um casal normal em casa ou em lugares fechados na presença de amigos íntimos. Esse casal me intrigou e quando perguntei ao amigo que tinhamos em comum sobre a relação deles, soube que o motivo por não terem ainda oficializado era porque ele a considerava muito feia e tinha vergonha dela. Fiquei chocada, fiquei revoltada e depois fiquei com nojo. Alguns anos já se passaram desde o meu primeiro contato, mas soube que nada mudou entre eles. Ainda estão na mesma situação e ela ainda insiste e tem esperanças de ser finalmente valorizada e de um dia evoluírem para um relacionamento sério, sem que precise permanecer escondida nas vergonhas daquele rapaz imaturo, inseguro, e completamente babaca.

O que todas as histórias tem em comum é uma pessoa tentando ganhar o prêmio máximo – a outra pessoa – não por ser a melhor opção, mas por ser a única. A única opção a insistir por tanto tempo, a única opção a fazer de tudo por aquela pessoa, a única opção a aguentar tão pacientemente a espera desse convencimento emocional. Será mesmo que amor pode ser gerado por pressão? Será que é possível convencer o amado a amar de volta?

A tática se baseia no “acabar virando”. O que o pressionador quer não é necessariamente o amor, mas apenas a outra pessoa. De qualquer jeito, com qualquer sentimento, com qualquer intenção. Seja amando ou não, o importante é ter a pessoa. E do outro lado o pressionado acaba cedendo à pressão não porque deu valor àquela pessoa, não porque descobriu que a ama, mas por ser conveniente e comodo diante da situação dos dois.

Há outro fator também que todas as histórias tem, ou terão em comum: a forma como elas acabam.
Todo mundo quer se apaixonar, todo mundo quer se sentir embriagado de amor, todo mundo quer estar com a única pessoa que gostaria de estar, e o que acontece é que relacionamentos que começaram por livre e espontânea pressão chegam ao fim quando o pressionado encontra alguém que desperta, ou com possibilidades de despertar, essa paixão nele. O comodismo vai por água abaixo quando há a possibilidade de um amor fresquinho, saindo do forno, na porta ao lado.

O pressionador prefere não pensar nessa possibilidade. Acha que algo prenderá o outro. Talvez os anos de luta, o amor oferecido ou a lealdade, mas aqui vai uma verdade: Não importa o quanto você ofereça ao outro. Se ele não te amar de volta, mais cedo ou mais tarde ele irá embora.

Não existe uma receita para ser amado. Não existe uma fórmula matemática. Cada pessoa se apaixona por determinadas características, de determinadas pessoas. O amor ou é ou não é, simples assim. E quando não é, não há santo, não há prova, não há convencimento que mude isso.

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Por Hudson Baroni
15 mai 2015
Hudson

Malditos joguinhos

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– Ela acabou de mandar mensagem… “Ooi! Vai fazer alguma coisa sexta?”. Legal!
– E aí, não vai responder?
– Agora? Tá maluco? Claro que não.
– Você tá muito ocupado pra responder agora?
– Não, cara. Mas você nunca pode responder mensagem rápido. Tem que deixar ela na vontade, ansiosa, te esperando. Sem saber se a resposta é boa ou ruim, ou se você vai ou não responder!
– Isso é extremamente idiota, sabe disso, né?
– Idiota…mas eficiente!

E ele tem razão, funciona.

Todo mundo já entrou em joguinho alheio. Ou já praticou.
Tem quem goste e tem quem acha chato.
Tem quem faz propositadamente, e tem quem nem percebe mas está jogando também.
Mas ruim mesmo é ver que essas coisas funcionam com algumas pessoas.

Já ouvi várias pessoas dizendo que faz parte do charme. Que a demora em responder uma mensagem, retornar uma ligação ou marcar um encontro faz parte da conquista.
Sério?
E eu achando que parte da conquista era você ser uma pessoa interessante, saber conversar, ser sincero, ter bom humor e saber ouvir.
Errei minha vida toda!

É tão fácil ser complicado. É tão fácil reclamar de tudo.
É tão fácil ser complexo e “abstrato”. Aliás, parece que é moda ser abstrato. A simplicidade morreu.
A objetividade não existe faz tempo.

As pessoas dificultam as coisas, colocam empecilhos e barreiras. Mas, já que os joguinhos fazem parte da conquista, não se engane, porque isso quer dizer que ele quer você (ou não)!
Ou de repente isso só significa que você não é uma prioridade agora, ele tem outras (prioridades e pessoas). Ou não! Talvez você seja a prioridade mas ele só está fazendo suspense, um charme. Ou talvez ele apenas esteja muito ocupado, trabalho e faculdade, cansativo mesmo, mas vai te responder. Mas também pode ser que ele não esteja muito ocupado e só te ignorando. Será? Não! Não pode ser. Ele quer sim, não é? Quer? Acho que sim. Deve querer. Tem que querer. Quem não quer? Ele. É, provavelmente ele não quer. Ou talvez queira. Ele vai responder. Vai sim. Tô olhando aqui, vai responder agora. Não. Deve tá ocupado. Ou não.
Estranho, né? Mas relaxa, vai ficar tudo bem quando ele responder a sua mensagem 3 dias depois.
E você, que não sabe jogar, responde de volta em 15 segundos.
Adivinha quem tá ganhando o “jogo”?

Hoje em dia ninguém diz “sim” ou “não” pra uma pergunta, é sempre um “talvez” ou um “vamos ver” que te coloca na prateleira em espera enquanto ele avalia todas as outras perguntas que vem recebendo. Se aparecer outra pessoa com uma pergunta que o pareça mais interessante, você ganha o “não”. Caso contrário você pode ganhar esse “sim”.
É triste, mas é normal.

Às vezes nem é o caso da prateleira. As duas pessoas querem, estão afim, estão empolgadas, estão explodindo por dentro.
Mas por fora são estátuas da Ilha de Páscoa. Cara de paisagem. Nada está acontecendo.
Cada mensagem trocada é uma tentativa de parecer desinteressado, desdém forçado.
Como se fosse um jogo de poder.

E o mesmo se aplica a quando alguém não quer nada com outro.
Qual a dificuldade em dizer “Olha, não tô afim de sair contigo. Bjo!”?
Ou de falar “A gente pode continuar saindo, mas eu não quero nada sério, sem expectativas então, ok? Ok.”?
Ou ser objetivo e chegar com “E aí, vamos sair hoje? Te busco às 21h. Beijo!”.
E pronto, tá marcado.

Eu penso que a gente precisa de mais “Tô indo aí! Desce em 30 minutos!”.
E menos “Oi, como vc tá? E as 9dades? O que conta de bom? E o trabalho? E a facul? (insira uma enrolação aqui) Quer fazer algo na sexta?”

Se for pra jogar algo, que seja video games juntos.
Ou joguem as roupas um do outro no chão.
Só não vale a pena ficarem com joguinhos quando ser simples e objetivo te leva a coisas muito mais legais e imediatas.
E o melhor, não fere ninguém.

Jogar em relacionamento é uma luta constante sobre quem cede menos, quem demonstra se importar menos e quem aparenta precisar menos.
É uma luta pra decidir qual dos dois é o mais desinteressado interessado. Quem é o mais “cool”.
E, pasme, os dois no final querem a mesma coisa!
Que desperdício de tempo e energia.

Se tiver vontade, diga.
Se não quiser, nega.
Se sentir saudade, chama.
Se quiser sair, convida.
Se está apaixonada, declara.
Se ama, demonstra!

E homens, agradeçam quando uma mulher é direta no que fala e no que quer. Sem mimimi e sem “charme”.
Porque essa aí é rara e especial num meio onde a maioria não sabe o que quer em todos os sentidos.
E alguém que sabe o que quer é alguém com um charme natural.
Dê mais valor, escolha essa guria!

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Por Divã DR
11 mai 2015
Divã DR

[Divã DR] Meu passado me condena?

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Da caixa de e-mail do Deu Ruim:

“Oi, eu sou a S e moro no Rio de Janeiro. Bem, quando era mais nova era bem ingênua, bebia e perdia completamente a linha, subia em cima das mesas dos bares, pegava os boys e transava na mesma noite sem querer saber de nada. Até aí tudo bem, o que acontece é que as pessoas que eu andava me julgavam (julgam), perdi contato com muitas delas quando mudei de cidade, mas voltei a poucos meses. Sempre tentei fugir disso. Cheguei até mesmo a noivar e sei lá, tentar ser mais comportada pra não ter que lidar mais com esse tipo de coisa, mas eu sou assim, não deu. Se eu quero fazer algo que tenho vontade eu vou fazer. O problema é que essas pessoas me assombram, tem algumas partes em que eu realmente não me orgulho. Mas eu não queria viver com esse medo de encontrá-las. Afinal, já passou. Mas caramba, não consigo me perdoar, não consigo me livrar dessa preocupação. Só queria um jeito de me perdoar e simplesmente seguir em frente sem me preocupar com o que elas acham. #sos”


 Marina responde:

Gata, quanta neurose! Quem te vê falando até acha que você matou alguém, roubou uma velhinha ou bateu na mãe. Sério mesmo que toda essa preocupação é só por você ter sido uma adolescente completamente normal?

Pelo o que consigo perceber do seu relato, o seu problema não tem nada a ver com o que os outros acham de você, mas sim com o que você mesma acha. De alguma forma, alguém conseguiu enfiar na sua cabeça que a você do passado não era digna, que você era feia, suja e errada. E então você começou a se culpar. E depois começou a procurar formas de se livrar dessa culpa. E se você noivou com a única intenção de se livrar dessa culpa, aqui vão duas verdades:
1- Não resolveria nunca
2- Você noivou pelos motivos errados

O que as pessoas acham da gente é problema único e exclusivo delas. E assim como não temos controle disso, também não temos responsabilidade nenhuma. Você não pode se culpar pelo achismo dos outros. Muda alguma coisa na sua vida o que o seu vizinho pensa sobre você? Não! Então não é problema seu.

O importante é você saber quem você é e se orgulhar disso. E aí o que os outros acham/falam/pensam não tem peso nenhum na sua vida.

Descubra a pessoa que você é. Curta a sua própria companhia. Admire suas qualidades. Melhore os seus defeitos. E quando você estiver completamente apaixonada por você, não haverá espaço para pequenezas tão insignificantes.

Fique em paz consigo mesma hoje, agora, nesse exato segundo, ou morra tentando agradar a todos sem nunca ter sucesso.

Então na próxima vez em que você se olhar no espelho, se encha de orgulho, vista o seu melhor sorriso e vá pra rua sem medo de encontrar seja lá quem for.

Se alguém vier falar sobre o que você bebia, lembre-se que o dinheiro era seu e se você quisesse poderia até beber perfume que ninguém teria nada a ver com isso.

E se vierem encher o seu saco sobre quem você deu ou deixou de dar, titia Valesca manda o recado:

“Eu vô te dar um papo
Vê se para de gracinha
Eu dô pra quem quiser
Que a porra da buceta é minha”

Pura poesia!

 

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