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Por Hudson
16 dez 2014
Crônicas, Hudson

Você acredita em almas gêmeas?

brilho

Depois de alguns eventos ruins, tanto com relacionamentos quanto profissionais, eu fui numa cartomante.
“Vamos ver se ela acerta alguma coisa”.

A cartomante me disse:

“(…) esse seu relacionamento agora… ele tá terminado. (Já até terminou – pensei). Mas vocês não estão acabados. Vocês ainda vão estar presentes um na vida do outro. Não vejo aquele casal que se separa e nunca mais se fala. Vocês ainda estarão presentes um pro outro… (Ok, isso eu já sabia, terminamos – pensei de novo) (…) mas você quer saber do seu futuro, não é? Bem, filho, eu vejo que você nasceu pra fazer alguém feliz. Você tem uma alma gêmea. Mas ela ainda não entrou na sua vida, não de verdade. E você é muito fechado, você não pode ser assim, viu? Você não pode se fechar e não deixar que ela entre, filho. (…) Você vai ser pai, você quer muito ser pai, dá pra ver isso. Você quer ter família grande e vai ter. (…) mas, filho, você tem que se permitir, você não pode ficar amargo, fechado, defensivo, achando que porque não deu certo uma vez, não vai dar certo nunca. Não era pra ser aquela! Porque vai ser com a próxima… você tem alguém especial na sua vida e se você ficar assim, nunca vai deixar que você faça ela feliz! Porque você nasceu pra fazer alguém feliz. Você tem uma alma gêmea por aí e você vai encontrá-la, só não vai perceber se ficar se cegando, se não quiser (To tomando da cartomante o mesmo sermão que tomo de amigos – pensei no fim).”

Sinceramente? Nunca acreditei muito nisso. Fui cético.
Ela acertou, nas descrições e previsões (conto melhor em outro texto).

E essa consulta me fez pensar que, talvez pelo lado mais romântico, talvez pela busca por encontrar alguém eu acredito, sim, em “almas gêmeas”.
Ou coisa do tipo.

Porque quando é pra ser, é. Não importa tempo, distância ou seja lá qual for a desculpa.
Quando duas pessoas devem ficar juntas, elas ficam. Sem dúvidas.
Ponto.

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Por Marina
08 dez 2014
Crônicas, Marina

Podemos ser amigos

droopy

Você conhece, num dia em que não esperava nada, uma pessoa encantadora. Começam a flertar e um dia rola um beijo. Um beijo diferente dos beijos que você andou provando. Um beijo que você poderia até jurar que ouviu sinos ao fundo e flutuou numa nuvem. É, meu amigo, você se apaixonou e agora não há absolutamente mais nada que você possa fazer para controlar.

Coraçãozinho batendo mais forte, pernas bambas e voz embargada te pegaram desprevenido e você não consegue se controlar ao lado daquela pessoa. Como ela é linda. Como ela é maravilhosa. Como ela te beija, te toca e te abraça da exata forma que você quer ser beijado, tocado e abraçado. Ela é mesmo incrível e você a quer só pra você até morrerem velhinhos, aos 87 anos de idade, comendo papinha e se beijando todas as manhãs.

Você entra automaticamente então na fase 2, a da conquista. Você não possui nenhuma dúvida mais de que é ela. É ela a destinatária para todas as músicas de amor que você ouve no carro indo trabalhar. É ela o seu primeiro pensamento ao acordar e o último antes de dormir. É ela quem você quer. Só ela e mais ninguém. Você agora só precisa fazê-la sua.

E então você se dedica e se esforça com todas as suas forças, porque só a existência dela no mundo já é suficiente para te fazer querer ser alguém melhor. Gasta energia, gasta tempo, gasta dinheiro e não está nem aí. Tudo é muito pouco por aquele serzinho tão cativante e especial.

Mas então, num fatídico dia, tudo começa a mudar. Aquela pessoa antes tão presente, começa a nunca poder te ver, te responder, te atender. É como se de um dia para o outro tivesse virado presidente dos Estados Unidos. Pronto, agora é a pessoa mais ocupada do mundo. Mas só pra você.

Mesmo quando você se recusava a achar que havia algo de errado e se agarrava as últimas gotas da garrafinha de esperança que passou a carregar sempre no bolso, ela te diz sem emoção nenhuma que não está mais afim e que vocês ainda podem ser amigos.

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Por Marina
05 dez 2014
Contos, Marina

Seja a pessoa que você gostaria de encontrar

mirror-person

Muito se fala sobre encontrar a pessoa ideal. Como ela seria? Quais valores, quais defeitos, quais manias, quais objetivos teria? Seria utópico demais idealizar uma pessoa a ser buscada? Talvez. É errado? Creio que não.

Ninguém busca perfeição. Ou ao menos não deveria buscar, mas cada um sabe os itens que considera essenciais no outro. Ou, mais uma vez, deveria saber. Quem não sabe o que quer, aceita o qualquer. O primeiro passo para achar algo, é saber o que se está procurando. Afinal, contentar-se com pouco nunca foi sinônimo de felicidade.

E quanto ao que você transmite? Você se preocupa em se manter fiel aos seus próprios valores? Ou o que você busca só funciona para o outro lado?

Você quer uma pessoal sincera, mas e quanto as suas próprias mentiras? Você quer uma pessoal fiel, mas e quanto as suas próprias traições? Você quer uma pessoa digna e honrada, mas e quanto as suas próprias falhas de caráter? Você consegue enxergar a si mesmo verdadeiramente como é, ou prefere jogar tudo debaixo do tapete e torcer para que ninguém note a bagunça?

Não adianta idealizar se você nem ao menos consegue ser aquilo que idealiza. Como exigir receber do mundo o que você não consegue transmitir?

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Por Hudson
02 dez 2014
Crônicas, Hudson

Valorize antes que você perca

despedida

Sobre chegadas, despedidas e o valor do que você perdeu.

Algumas pessoas chegam na nossa vida devagar.
Alguém que você acaba de conhecer e aos poucos vai ganhando espaço no seu tempo.
Alguém que você acha que conhece há tempos, mas só recentemente foram se aproximar e notar as coisas em comum.

Ou alguém que já chega com o pé na porta.
Sem nenhum anúncio ou cerimônia invade sua vida, toma seu tempo livre, te perturba, te indica músicas/livros/filmes, e é sintonia de como já se conhecessem desde sempre…
É o seu primeiro “bom dia” e seu último “boa noite”, todos os dias.

Rápido ou devagar, a gente só tem que deixar entrar na nossa vida quem realmente vale a pena.
Quem a gente sabe que pode até entrar sem limpar os pés no tapete, desarrumar sua cama e esvaziar sua geladeira, mas que quando ela for vai deixar a bagunça mais gostosa que você já teve.

“Por favor, volte (sempre)!”

Ninguém gosta de despedidas, certo?
Conheço um cara que gosta delas, e eu não concordava.
Depois de muito pensar sobre o lado bom e ruim das despedidas meu pensamento mudou, e eu concordei.

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Por Marina
29 nov 2014
Crônicas, Marina

A teoria da pessoa Uau

yellow umbrella

Não acredito em amor a primeira vista, mas acredito piamente que nossa sensibilidade para com os outros é tão aguçada, que no primeiro contato, no primeiro “olá”, é fácil se encantar, tremer nas bases e saber que aquela pessoa, mesmo ainda sendo apenas mais uma pessoa igual a qualquer outra, tem potencial para algum dia ocupar todo o seu coração, ou na pior das hipóteses, quebrá-lo em 27 pedacinhos.

Uma pessoa Uau é aquela que depois do primeiro contato, da primeira conversa, do primeiro beijo, te faz chegar em casa, se jogar no sofá da sala e emitir um sonoro “UAU!”. E aí não importa se a linda deixou derramar toda a cerveja na sua jaqueta nova ou se o lindo te queimou sem querer com o cigarro, porque ela/ele é uma pessoa Uau, e todo o resto pouco importa agora. Na verdade, os defeitos de uma pessoa Uau são o que a tornam ainda mais Uau. Quanto mais humana ela se mostrar e mais suscetível a falhas e defeitos, mais você sabe que aquela pessoa além de Uau, é possível, é atingível.

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