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Por Marina
29 jan 2015
Contos, Marina

As perguntas sobre você

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Ontem, atravessando a rua, esbarrei com uma daquelas pessoas que você nem se lembra onde conheceu e tem que se esforçar para lembrar o nome. Era algo como Aroldo ou Rodolfo. Poderia também ser João. Tanto faz. Ele sorriu e perguntou trivialidades de respostas automáticas como “tudo bem?” e “como vai o trabalho?”. Retribuí todos os seus sorrisos e respondi cordialmente as perguntas vazias, embora não tenha me estendido no chatíssimo papo de elevador, mas então ele me fitou por alguns segundos como quem quase hesita, quase trava, mas algo o fez mudar de ideia e eu sabia o que viria depois disso. E veio. Ele me perguntou sobre você.

Eu não estava preparada. Na verdade confesso  que nunca estive. Como se preparar para dizer em voz alta o que tenho negado para mim mesma por tanto tempo? Como olhar nos olhos de alguém, mesmo que um alguém qualquer, e confessar que você se foi? E você se foi. Não por consequência do destino, mas por escolha. E essa é a parte que mais dói. Essa é a parte que deixo quietinha, no canto mais escuro dentro de mim e evito mexer, evito reviver, exceto nas madrugadas de insônia – essas malditas – quando a garganta não segura mais,  a cabeça não segura mais, o coração não segura mais e eu te vomito em pensamentos dolorosos de saudade e raiva.

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Por Marina
26 jan 2015
Crônicas, Marina

Não seja uma mulher Amanda

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Você se lembra da primeira vez em que nadou, nadou, nadou mas acabou morrendo na beira da praia? Lembra quando estava crente que aquele carinha ía ser seu e quando menos percebeu ele estava enfiando a língua dentro da goela de outra? É chato pra caralho, né? Você se sente um cocô. Não, menos que isso. Você se sente a mosca do cocô. Não, ainda menos. Você se sente o cocô da mosca do cocô.

Eu já passei por isso e tenho certeza que você, que agora está lendo esse texto, também já passou. E depois o mundo continuou a girar e você superou rapidinho, não é? Independente do que aconteça depois de uma rejeição, aqui vai um conselho valioso: Não seja nunca, em hipótese alguma, uma mulher Amanda.

  • A mulher Amanda

A mulher Amanda é aquela mulher que não sabe lidar com as frustrações da vida. Ela vive em um mundo em que ela mesma criou e se os personagens não se comportarem da forma como ela deseja, ela enlouquece. Ela faz pirraça. Ela bate o pé. Chora. Grita. Tudo tem que ser do jeito que ela quer, e se caso não for, você está errado por não surprir as expectativas que ela criou sozinha.

A mulher Amanda não aceita uma rejeição. Em sua mente, ela é tão maravilhosa, tão merecedora, que é um absurdo alguém não querê-la.

A mulher Amanda é aquela que recebe uma mensagem atenciosa e já muda status do Facebook. Ganha um beijo e já marca casamento. Anda de mãos dadas e já planeja nome dos 4 filhos e do cachorro.

A mulher Amanda é aquela que chora, grita, te liga 308 vezes em uma tarde, faz barraco no seu trabalho, quebra o seu carro, parte pra cima da sua nova namorada e sai se fazendo de vítima para os amigos e familiares. Ela vira um monstro! E tudo isso porque você cometeu o maior dos crimes: a rejeitou.

A mulher Amanda é uma psicopata do amor. Não a subestime. Ela não possui limites. E nem bom senso.

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Por Marina
23 jan 2015
Contos, Crônicas, Marina

Pare de inventar desculpas por ele

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Você está saindo com aquele cara todo trabalhado nas desculpas. Ele é tão bom de lábia, mas tão bom, que não precisa nem abrir a boca para inventar motivos para que você aceite o inaceitável. Você mesma já faz isso por ele.

Enquanto você conversa com a sua amiga, a sua irmã, a sua mãe, a sua psicóloga, você solta aquelas frases batidas que na verdade não fazem sentido nenhum apenas por medo de ver a realidade terrível que está bem na sua frente. Você tenta se convencer de que ele gosta sim de você, apenas está passando por um momento difícil na vida. Ele está com problemas em casa. A mãe está doente. O trabalho dele exige demais dele. Ele passou por um relacionamento traumático do passado e agora tem medo. Ele quer curtir a vida de solteiro. Ele está confuso. É tudo tão “ele”, “ele”, “ele”. Quando você vai pensar em você?

É tão difícil aceitar que esse cara te tem apenas como um travesseiro macio para surprir suas carências momentâneas? Ele não gosta de você e já é hora de você enxergar isso e parar de inventar desculpas para continuar sendo tratada como o lixo que você não é.

A gente recebe do mundo aquilo que acreditamos que merecemos. E enquanto você achar que é esse tipo de cara que merece, será esse tipo de cara que você vai atrair. Sempre com uma desculpa nova, sempre com um motivo novo para não ficar com você.

O não querer ficar com você é tão forte que ele prefere te perder por completo do que ficar apenas com você e mais nenhuma outra. Você tem certeza que é esse tipo de cara que você quer?

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Por Hudson
20 jan 2015
Crônicas, Hudson

Primeiro encontro, primeiro beijo e “aonde você acha que nossa relação está indo?”

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Hoje em dia ainda é possível conhecer alguém interessante num bar, balada/night, social de amigos em comum e, por mais estranho que seja mas igualmente possível, fila do mercado, banco, padaria ou cinema (parece roteiro de filme, mas já rolou comigo). É difícil e trabalhoso, a pessoa em questão pode ser uma babaca e não tem como você fechar a janela do chat pra que aquela pessoa suma da sua frente.

Acabou sendo mais comum (e infinitamente mais fácil) conhecer pessoas online, e não vejo nada errado com isso.

Mas isso fez surgir o ritual do primeiro encontro, um “blind date” que não é blind, porque você já viu aquela pessoa, mas não viu de verdade… é confuso. E como não é um primeiro encontro com alguém que você já conheça, tudo fica mais nervoso, mais tenso e mais ansioso.

“Cara, e se chegar lá e não for muito parecida com as fotos? Porque foto engana, é só tirar nuns ângulos que aumentem as coisas. Ou ângulos que diminuam as coisas… E foto não transmite cheiro, e se a pessoa feder? Ou usar muito perfume e me intoxicar? E se ela tiver algum tique bizarro? Cara… e se ela for um cara?”

No primeiro encontro nenhum dos dois age naturalmente de cara. Não rola isso. Movimentos são milimetricamente calculados. Cada frase é pensada antes. Você toma cuidado com certas piadas. Até fica meio estabanado. E se você for desastrada por natureza multiplique esses momentos por 10.

Mas se tudo fluir bem, em algum momento da noite* você se pega ignorando completamente o nervosismo, os movimentos ensaiados e o discurso feito só pra impressionar… seu único pensamento é o quanto aquela pessoa é interessante! E você se pega pensando apenas no quanto você quer saber mais sobre ela, os gostos musicais, a comida que ela odeia, aquele sorriso bonito, o sonho dela de viajar, o jeito engraçado que ela ri alto e como é lindo quando ela ajeita o cabelo.

Dane-se que você deixou cair o garfo 2x no chão e quase derrubou sua cerveja nela , ela riu. Vocês riram.

O clima agora flui natural e o tempo passa rápido. E se tudo deu certo nesse encontro (entenda isso como: vocês ficaram), o pensamento dos dois deve ser o mesmo: eu quero tirar sua roupa (agora)!

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Por Marina
13 jan 2015
Crônicas, Marina

O mito da Friendzone

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Não é de hoje que as pessoas possuem uma terrível dificuldade em conseguirem se responsabilizar pelas suas próprias vidas. Qualquer infortúnio, a culpa é sempre do outro. E quando não tem nem outro para culpar, a culpa é de Deus, do destino, do universo, do caralho a quatro; mas nunca da própria pessoa. Sinto-me na obrigação de começar esse texto com uma das lições mais importantes que já aprendi: Tudo o que acontece na sua vida, absolutamente tudo, é culpa única e exclusivamente sua e de mais ninguém.
Estamos entendidos quanto a isso?  Ok, então podemos continuar.

No momento em que você conhece uma pessoa do sexo oposto (ou dependendo da sua opção sexual, do mesmo sexo) você automaticamente a classifica em uma das três categorias:

Interessante
Aquela pessoa que fisicamente tem todos os atributos para que vocês futuramente se envolvam sentimentalmente ou apenas sexualmente.
Essa pessoa já começa na vantagem das outras pessoas.
Semi-interessante
Aquela pessoa que pode não ter todos os atributos, mas que pelo menos, possui algum ou alguns.
Desinteressante
Aquela pessoa que não possui nenhum atributo físico que te atraia ou que possua algum atributo grande que você desgoste exacerbadamente.

É importante deixar claro que as duas primeiras classificações acima estão sujeitas a mudanças (apenas essas). Uma pessoa que de primeira entrou em uma categoria, pode no segundo seguinte mudar para outra.

Todos nós fazermos parte dessas categorias nas listas imaginária das pessoas que conhecemos e convivemos. Não tem como escapar. Para qualquer relação amorosa, é necessário sentir tesão pela outra pessoa. Não existe nenhuma possibilidade de manter uma relação feliz e verdadeira, se aquela pessoa nem ao menos te atrai fisicamente. É o início de tudo, é de onde surge a vontade do primeiro beijo, da primeira transa, dos primeiros sentimentos (não necessariamente nessa ordem). Nem sempre o belo é o chamariz do interesse, às vezes pequenos detalhes como um sorriso, uma tatuagem, uma parte do corpo específica, são o suficiente para faiscar o desejo inicial. E depois vem então todas aquelas etapas que já conhecemos: A conquista mútua, a rendição igualmente mútua e etc.

Logo após as classificações iniciais de âmbito exclusivamente físico, vem as classificações sociais. Conforme vamos conhecendo as pessoas, vamos classificando-as como amigos, melhores amigos, conhecidos, grandissíssimos filhos da puta, colegas de trabalho e etc.

Classificações essas que vem com o tempo e conforme vamos conhecendo as pessoas.

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